Que dizem de ti, Manuel Mendes da Conceição Santos?

Antes de sabermos quem é Manuel Mendes da Conceição Santos – e em jeito de introdução a esta nova rubrica do nosso jornal “A Defesa” – é importante sabermos o que dizem deste grande homem de Deus ao serviço dos seus irmãos, a partir das três palavras com que, em 1926, numa sessão solene realizada em Torres Novas, Alberto Dinis da Fonseca e Zuzarte de Mendonça resumiram a sua vida: fé, amor, otimismo.

O seu testemunho de verdadeiro discípulo missionário levou e continua a levar homens e mulheres a dizerem que: “Homens deste vulto, dum tal vulto, estimam-se, admiram-se, veneram-se, amam-se, imitam-se, seguem-se”.

“Português às direitas, seguro na fé, de rija têmpera, sacerdote modelar, Bispo comme il faut pelos seus talentos literários, pelas suas poderosas faculdades de trabalho, pelos títulos científicos que tem conquistado. É um dos mais esforçados obreiros dum Portugal maior, não conhecendo dificuldades nem temendo obstáculos para fortalecer a organização católica, que pode prestar, e há-de prestar, ao País, os mais assinalados serviços.

A sua vida, sempre esmaltada pela mais pura gema de trabalho é um exemplo, um alto e luminoso exemplo de honra, de aprumo e de bondade. E a sua bondade sente-se, não se define. Manifesta-se em tudo e por tudo: pela doçura, pela generosidade, pelo esquecimento de si próprio e por aquela disposição que o leva a não fazer mal a ninguém, nem mesmo àqueles que injustamente o ferem; é a bondade, a par de um diamantino carácter e de um cérebro privilegiado que dá, ao Senhor Arcebispo de Évora, no meio desta sociedade decadente, uma formidável força moral, que faz dele um varão forte e tenaz, sempre intrépido e calmo.

O seu nome, os seus sermões, os seus trabalhos em favor da Igreja são conhecidos de todo o país e no meio do enorme prestígio que o rodeia, conserva no coração tesouros de ternura, que só podem ser avaliados pelos que o conhecem intimamente. A forma do seu apostolado escandaliza talvez os homens de hoje; mas esse apostolado entusiasma quem ama a verdade. A sua inconfundível eloquência ergue-o muito acima da comum vulgaridade. No olhar adivinha-se-lhe a perspicácia e firmeza de pensamento.

Na fronte nobre e altiva, no olhar suave e penetrante, vê-se uma alma que olha a fito contra as flechas da injúria. A sua lealdade e a sua retidão desarmam os que porventura procurem embaí-lo com as travessuras da intriga e com as objeções de vil esperteza. Há, no seu semblante, a tranquilidade risonha de quem não sente na consciência nada que lhe anuvie”.

A sua grande divisa era “Coragem e Confiança”. Nada abalava a sua alma, nada fazia recuar aquela coragem que nascia da sua entrega, da sua total entrega ao Senhor, a Quem pedira como condição, “fosse a sua força e o seu amparo”; e o seu lema encontrou na jaculatória “Minha Mãe, Confiança Minha” a sua força e a sua âncora.

A partir deste preâmbulo, testemunho extraordinário de homens do tempo do Servo de Deus, será mais curioso conhecer a vida e a espiritualidade deste discípulo missionário em terras da planície alentejana: Manuel Mendes da Conceição Santos.

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